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Rodrigo e Rogério com a
mãe Marina (Set/76).
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Em 2 de Junho de 1976 nasce Antonio Rodrigo Nogueira na cidade de Vitória da Conquista, Bahia. Filho de uma família numerosa, possui além do irmão gêmeo Rogério, os irmãos Júlio, Jamile e Juliana.
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Os gêmeos com 2 anos de
idade e a mãe (Out/78).
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Aos 5 anos inicia sua vida nas artes marciais. Entra numa academia de Judô com Rogério onde permaneceu até os 8 anos.
Com 10 anos, Rodrigo passa por uma das mais difíceis batalhas de sua vida. Um caminhão passa por cima de seu corpo, deixando o diafragma rompido e perfurado pelas costelas quebradas, o fígado colado ao pulmão e a perna esmigalhada - "o caminhão deu ré, me derrubou e veio passando lentamente por cima do meu peito. Meu irmão ainda tentou me puxar pelo braço, mas não conseguiu. Só tive tempo de tirar a cabeça da frente da roda, enquanto sentia todo aquele peso esmagando meu peito." Depois de 4 dias em coma e um ano internado no hospital, o guerreiro está pronto para enfrentar um futuro nada planejado, mas de muito sucesso. Ordenado pelos médicos, recomeçou a prática de esportes voltando ao Judô, adquirindo logo a faixa verde.
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Minotauro mostra a acadêmia onde
começou nas artes marcias, lutando Judô.
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Minotauro mostra a acadêmia onde
começou a pratica do Boxe e Jiu-Jitsu.
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Aos 14 anos se muda para Salvador, para fazer escola técnica de eletrônica. Dividia seu tempo entre a escola e os treinos na acadêmia Triathlon, onde começou a praticar Boxe com Luis Carlos Dória, treinador de Arcelino Popó na época. Chegou a fazer luvas com Popó em uma apresentação da academia em um shopping da cidade, onde chegou a cair. Mas, como diz Rodrigo "de chão ele não entende nada."
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Minotauro e o mestre Guilherme Assad
na Triathlon (1998).
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Em 1996, ainda na Triathlon, saindo dos treinos de boxe, dava umas olhadas nas aulas do recém chegado Guilherme Assad, faixa preta do De La Riva, relembrando seu tempo de Judô. Acabou aceitando o convite de um amigo pra fazer uns treinos. Ficou impressionado por ter sido finalizado diversas vezes por uma pessoa 20 quilos mais leve que ele e decidiu entrar para o Jiu Jitsu. Três semanas após, foi campeão da faixa branca na II Etapa da Copa Edson Carvalho, ficando em segundo lugar no absoluto, tudo sabendo só dar queda, passar a guarda e estrangular com o ezequiel.
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Rodrigo e Rogério com a família
em um campeonato num shopping de
Salvador.
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E foi assim que o mestre das finalizações começou sua tragetória. Sempre gostou de chão e foi incentivado pelas fitas que assistia de Rickson e Royce Gracie lutando e por fitas antigas de vale tudo.
Sofreu muito preconceito nas suas lutas por títulos fora da Bahia, mas se um caminhão não tirou as suas forças, nada mais poderia.
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Minotauro nas primeiras
lutas do WEF.
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Em 1999, chamado por um amigo, Marcelo Grosso, para os Estados Unidos onde seria apresentado a um conhecido dele, o Jamie Levine, dono do World Extreme Fight (WEF), não perdeu tempo e foi morar fora. Ganhou o Panamericano de Jiu-Jitsu e recebeu a faixa preta. Recebeu faixa preta também, participando de campeonatos estaduais de Judô por lá. Conheceu o Levine e fez o primeiro Vale-Tudo no WEF. Depois da vitória resolveu ficar por lá onde treinou Wrestling e Muay Thay, e se dedicou mais ao Vale-Tudo.
Rodrigo resolve voltar ao Brasil após quase 2 anos de muitas conquistas, deixando uma academia que abriu nos Estados Unidos, trazendo 3 vitórias no WEF e várias lutas no King of Kings. Volta em busca de melhor treinamento, pois nos Estados Unidos não tinha com quem treinar o Jiu-Jitsu.
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Rodrigo no aniversário de
1 ano de sua filha Tainá.
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Em 21 de Outubro de 2000, o lutador ganha um prêmio muito importante. Nasce Tainá, baiana, que transforma o durão dos ringues em um grande pai coruja. Nascida com 4,7 quilos, transforma a vida do pai, incentivando-o ainda mais nos seus objetivos.
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Minotauro dominando
Mark Colleman no
Pride 16.
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Nas lutas a sua atuação mais brilhante foi no Pride 16, um dos mais importantes torneios de vale tudo do Japão, onde "destruiu" Mark Colleman, outro consagrado da história do vale tudo. A partir daí, o baiano "Minotauro" se firmou no mundo do vale tudo e a temida fera da mitologia grega vira ídolo da nação japonesa.
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Minotauro exibe o
cinturão do Pride.
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No japão, o lutador é o verdadeiro sucesso. Por onde passa é abordado por fãs de todas as idades que pedem autografos, tiram fotos, dão presentes e veneram o rei do Vale-Tudo. Mas o desejo do campeão é que seu país reconheça o seu trabalho e glorifique os seus títulos. É bom saber que o Brasil não é só o país do futebol.
Com uma história de vida tão surpreendente, nosso campeão nos mostra que devemos lutar por aquilo que sonhamos por maior que sejam os obstáculos, que pra ele não foram poucos, e sempre buscar a perfeição naquilo que mais acreditamos. Antônio Rodrigo Nogueira é um exemplo de vida. Parabéns Minotauro!!!
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